Lu-arte
domingo, 25 de novembro de 2007
Românticos

Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.
Românticos são lindos,
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção.
Românticos são poucos,
Românticos são loucos,
Como eu
Como eu
(Como nós)
Vander Lee
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.
Românticos são lindos,
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção.
Românticos são poucos,
Românticos são loucos,
Como eu
Como eu
(Como nós)
Vander Lee
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
VIDA EM PAUSA
A palavra fala por si
quando conseguimos dizê-la...
mas há dias que ela não vem
e um silêncio estarrecedor toma conta da gente
Um turbilhão de pensamentos povoam um universo
tão complexo...
mas a palavra não consegue dizer-se
A pausa dramática dispensa palavras
expressa um sentimento ou vários
por meio de outra linguagem
Lu Ribeiro
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.
Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem.
Traduzir-se uma parte na outra parte
que é uma questão de vida ou morte
será arte?
Ferreira Gullar

